A felicidade suprema de chegar em casa depois de um dia de São Paulo é singelo. É olhar para a violeta que fica aqui, bem em frente ao computador e ver o sopro da vida, ou qualquer outra expressão que soe deliciosamente brega. São as folhinhas verdes clarinhas, em pleno outono dando as caras. É apaixonante. Não devem ter dois milimetros ainda, mas são expressivas.
De certa forma, eu sinto como se fossem minhas filhas. Meu rebento. É estranho. Eu tenho certeza de que é. Afinal, são quantas as moças de vinte e pouco anos, ainda na faculdade que tem um dedo verde? Poucas, certamente. Um gostinho especial por esse lado dona de casa, de ver o tomilho crescendo a passos largos na área de serviço, ou a alamanda cada dia mais verde, o cheiro do bolo ainda no forno e a dobra de cada lençol devidamente arrumada. Mas eu não abriria mão.


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